Alimentação Saudável e Segurança Alimentar

Muito se fala sobre alimentação saudável, mas a verdade é que não existe uma fórmula única que funcione para todos. Quantidade de refeições, consumo de água e escolha dos alimentos variam de acordo com o estilo de vida, necessidades e contexto de cada pessoa. Mais do que seguir regras prontas, o essencial é compreender como fazer escolhas equilibradas, seguras e conscientes no dia a dia. A nutrição é uma ciência em constante evolução, e novas evidências surgem o tempo todo. Por isso, ferramentas como a Pirâmide Alimentar ajudam a visualizar o equilíbrio alimentar — mas devem ser interpretadas com senso crítico e atualizadas conforme o conhecimento avança. Este espaço foi criado para ir além do básico: aqui você encontra receitas saudáveis, informação confiável e práticas de segurança alimentar para transformar sua relação com a comida de forma realista e sustentável. Bem-vindo a um novo jeito de pensar alimentação.

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domingo, 17 de junho de 2012

Os fitoquímicos podem reduzir a adiposidade?



Sim. Os principais fitoquímicos que atuam na inibição da adiposidade são: resveratrol, epigalocatequina-3-galato (EGCG), genisteína e capsaisina. De maneira geral, a literatura relata que existe um progresso substancial em ralação ao conhecimento dos fitoquímicos e as suas ligações à obesidade. Alguns estudos demonstram também efeitos de outros fitoquímicos como a apigenina, luteolina, kaempferol, miricetina, proantocianidinas, xanthohumol, dentre outros. Essa variedade de substâncias pode ser encontrada em frutas, verduras e ervas, incluindo alecrim, pimentão, aipo, hortelã, alecrim, soja, pimenta, brócolis, uva e em outros alimentos funcionais.
Esses fitoquímicos podem atuar em diferentes fases de desenvolvimento das células do tecido adiposo, como na inibição da diferenciação de pré-adipócitos, estimular a lipólise, induzir a apoptose de adipócitos existentes e, consequentemente, reduzem a massa do tecido adiposo. A quantidade de tecido adiposo pode ser regulada pela inibição da adipogênese a partir de células precursoras, bem como o controle do tamanho dos adipócitos. A obesidade é induzida pela hipertrofia dos adipócitos e ao recrutamento de novos adipócitos a partir de células precursoras e estes dois processos são dependentes da regulação da diferenciação dos adipócitos.
Estudos experimentais descrevem que o resveratrol diminui a adipogênese e a viabilidade de pré-adipócitos em amadurecimento. Em análise molecular, verifica-se que esses efeitos ocorrem por inibição de fatores de transcrição e enzimas específicas nesse processo de diferenciação, além de modular genes relacionados com a função mitocondrial. O resveratrol também pode aumentar a lipólise e reduzir a lipogênese em adipócitos já maduros.
Outro estudo experimental verificou que a suplementação dietética de ratas idosas ovariectomizadas com uma combinação de resveratrol, vitamina D, quercetina e genisteína diminuíram o ganho de peso, bem como inibiu a perda de massa óssea.
Hwang e colaboradores identificaram em estudo in vitro, que o tratamento de células com genisteína, EGCG e capsaicina inibiu o processo de diferenciação de adipócitos, levando à apoptose de adipócitos maduros.
A genisteína é um polifenol derivado da soja, que tem diversas ações já conhecidas no controle do câncer. Alguns estudos experimentais relataram que a genisteína apresentou efeitos anti-adipogênicos, entretanto, seu mecanismo de ação exato ainda não é conhecido.
A inibição da adipogênese pelo EGCG (principal polifenol do chá verde) tem sido demonstrada em linhagens celulares, modelos animais e humanos. Estudos clínicos mostraram que esse fitoquímico é capaz de reduzir o peso corporal, índice de massa corporal e de massa gorda. Seu mecanismo de ação foi observado em linhagem celular e modelos animais, em que o EGCG inibiu vias de sinalização de crescimento de adipócitos e diminuiu a expressão de enzimas lipogênicas. 

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