Alimentação Saudável e Segurança Alimentar

Muito se fala sobre alimentação saudável, mas a verdade é que não existe uma fórmula única que funcione para todos. Quantidade de refeições, consumo de água e escolha dos alimentos variam de acordo com o estilo de vida, necessidades e contexto de cada pessoa. Mais do que seguir regras prontas, o essencial é compreender como fazer escolhas equilibradas, seguras e conscientes no dia a dia. A nutrição é uma ciência em constante evolução, e novas evidências surgem o tempo todo. Por isso, ferramentas como a Pirâmide Alimentar ajudam a visualizar o equilíbrio alimentar — mas devem ser interpretadas com senso crítico e atualizadas conforme o conhecimento avança. Este espaço foi criado para ir além do básico: aqui você encontra receitas saudáveis, informação confiável e práticas de segurança alimentar para transformar sua relação com a comida de forma realista e sustentável. Bem-vindo a um novo jeito de pensar alimentação.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O que é sensibilidade ao glúten?

A sensibilidade ao glúten consiste em uma condição clínica em que os indivíduos apresentam alguns sinais e sintomas após a ingestão de alimentos que contenham glúten, como dor abdominal, fadiga, dores de cabeça, dentre outros.

Diferentemente da doença celíaca e da alergia ao trigo, a sensibilidade ao glúten não envolve mecanismos alérgicos ou autoimunes, por isso seus sintomas são menos graves. Na sensibilidade ao glúten, os pacientes são incapazes de tolerar o glúten e desenvolvem uma reação adversa que normalmente não leva a danos no intestino delgado. Além disso, os indivíduos podem apresentar melhora significativa com a exclusão do glúten da dieta. O glúten está presente em alimentos como trigo, aveia, centeio, cevada e malte.


Normalmente, o diagnóstico é feito por exclusão: com a retirada e reintrodução monitorada dos alimentos que contêm glúten. Assim, primeiramente são descartadas as hipóteses de doença celíaca, alergia ao trigo, diabetes tipo 1, doenças inflamatórias intestinais e infecção por Helicobacter pylori. Posteriormente, relaciona-se que os sintomas foram desencadeados pela exposição ao glúten e aliviados por sua exclusão.


O estudo de Sapone e colaboradores buscou compreender as semelhanças e diferenças entre a doença celíaca e a sensibilidade ao glúten. Os autores avaliaram a expressão de genes humanos associados com a função de barreira intestinal, bem como a imunidade inata e adaptativa nessas duas condições clínicas. Os pesquisadores observaram que a doença celíaca e a sensibilidade ao glúten são condições clínicas distintas causadas por diferentes respostas da mucosa intestinal ao glúten.


Esta pesquisa mostrou também que a doença celíaca é uma condição mais complexa, em que ocorre interação entre o aumento da permeabilidade intestinal, lesão da mucosa, fatores ambientais associados com exposição ao glúten e predisposição genética. As lesões típicas intestinais da doença celíaca são mediadas por vias efetoras da resposta imune inata e adaptativa. De maneira diferente, a sensibilidade ao glúten está associada com ativação predominante da resposta imune inata, com ausência de alterações detectáveis ​​na função de barreira da mucosa intestinal

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