Alimentação Saudável e Segurança Alimentar

Muito se fala sobre alimentação saudável, mas a verdade é que não existe uma fórmula única que funcione para todos. Quantidade de refeições, consumo de água e escolha dos alimentos variam de acordo com o estilo de vida, necessidades e contexto de cada pessoa. Mais do que seguir regras prontas, o essencial é compreender como fazer escolhas equilibradas, seguras e conscientes no dia a dia. A nutrição é uma ciência em constante evolução, e novas evidências surgem o tempo todo. Por isso, ferramentas como a Pirâmide Alimentar ajudam a visualizar o equilíbrio alimentar — mas devem ser interpretadas com senso crítico e atualizadas conforme o conhecimento avança. Este espaço foi criado para ir além do básico: aqui você encontra receitas saudáveis, informação confiável e práticas de segurança alimentar para transformar sua relação com a comida de forma realista e sustentável. Bem-vindo a um novo jeito de pensar alimentação.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Trichinella spiralis











Trichinella spiralis, nome científico do parasita vulgarmente  designado por Triquina, é o agente responsável pela triquinose. São  Nematelimintas (vermes de corpo cilíndrico) do grupo dos Nemátodes (corpo não  segmentado). 
Com a excepção dos trópicos, a infecção existe em todo o mundo  sendo rara em países como a França onde os porcos são alimentados com legumes de  raiz (que crescem debaixo da terra - beterraba, batata doce, cenoura, nabo,  etc.)


Características de Trichinella spiralis 
Os vermes adultos são muito pequenos apresentando o macho e a fêmea cerca de  3 mm e 3 a 4 mm, respectivamente. Vivem na mucosa intestinal do Homem ou de  outros animais como o cão, o gato, o rato e o porco. Todo o seu ciclo de vida  ocorre no interior do hospedeiro. 


Transmissão de Trichinella spiralis
A infecção ocorre quando é ingerida carne contendo quistos com as respectivas  larvas. Quando a cápsula do quisto é digerida no estômago ou no duodeno, as  larvas são libertadas e atravessam a parede do intestino delgado. Durante dois  dias as larvas amadurecem e acasalam. A partir desta fase, os vermes macho já  não participam na infecção. Cada parasita fêmea pode gerar mais de 1000 larvas  durante 4 a 6 semanas depois das quais morre e é digerida. As larvas são  transportadas por todo o organismo através dos vasos linfáticos e da corrente  sanguínea. As larvas que conseguem alcançar os músculos penetram-nos e causam  inflamação. Ao fim de três meses enquistam-se. Os músculos da língua, os dos  olhos e os localizados entre as costelas são os mais susceptíveis à infecção. O  ciclo evolutivo conclui-se quando o tecido infectado de um animal é ingerido por  outro.


Alimentos em que a presença de Trichinella spiralis é mais frequente
A carne de porco ou os seus derivados consumidos crus ou cozinhados de forma  insuficiente são os principais alimentos associados a esta infecção. Em casos  raros, a infecção foi contraída pelo consumo de carne de javali, de urso e de  alguns mamíferos marinhos.


Principais sintomas de infecção por Trichinella  spiralis
A manifestação de sintomas varia de acordo com número de larvas invasoras,  com os tecidos invadidos e com o estado geral de saúde do hospedeiro. Um ou dois  dias após ingestão de carne infectada surgem os sintomas intestinais podendo o  doente apresentar febre ligeira. Os sintomas da invasão larvar surgem  normalmente 2 a 8 semanas após a infecção. Os sintomas mais comuns são náuseas,  diarreia, vómitos, cansaço, febre e dores abdominais seguidos, enfraquecimento  e, em casos muito graves, complicações cardíacas ou neurológicas.
O  tratamento inclui a administração oral de mebendazol e tiabendazol. Certos  corticosteróides podem ser utilizados para reduzir a inflamação do coração e do  cérebro. Geralmente, as pessoas afectadas recuperam completamente de  triquinose.


Prevenção da contaminação 
A triquinose evita-se cozinhando bem a carne de porco, os seus derivados e  também outras carnes. Alternativamente, as larvas podem ser eliminadas ao  congelar a carne a –15ºC durante 3 semanas ou a –20ºC durante um dia. 

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