Alimentação Saudável e Segurança Alimentar

Muito se fala sobre alimentação saudável, mas a verdade é que não existe uma fórmula única que funcione para todos. Quantidade de refeições, consumo de água e escolha dos alimentos variam de acordo com o estilo de vida, necessidades e contexto de cada pessoa. Mais do que seguir regras prontas, o essencial é compreender como fazer escolhas equilibradas, seguras e conscientes no dia a dia. A nutrição é uma ciência em constante evolução, e novas evidências surgem o tempo todo. Por isso, ferramentas como a Pirâmide Alimentar ajudam a visualizar o equilíbrio alimentar — mas devem ser interpretadas com senso crítico e atualizadas conforme o conhecimento avança. Este espaço foi criado para ir além do básico: aqui você encontra receitas saudáveis, informação confiável e práticas de segurança alimentar para transformar sua relação com a comida de forma realista e sustentável. Bem-vindo a um novo jeito de pensar alimentação.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Probióticos: saiba por que eles emagrecem e fazem bem à saúde

















Iogurtes com lactobacilos melhoram a prisão de ventre? E os leites fermentados podem fortalecer nosso sistema imunológico? Chamados de probióticos, as bifidobactérias e os lactobacilos encontrados nestes alimentos são microorganismos presentes naturalmente no intestino, mas que vão se perdendo ao longo da vida.

De acordo com a nutricionista e coach de saúde integrativa
Melissa Setubal, “além de manter o perfeito funcionamento do intestino, os probióticos e as bifidobactérias têm importante papel no fortalecimento do sistema imunológico, evitando gripes, infecções bacterianas, infestações por cândida, entre outras doenças”. Melissa explica que o consumo diário de probióticos também é capaz de emagrecer.

Estresse e excesso de açúcar e gorduras destroem flora bacteriana
Ela explica que a grande maioria da população terá a flora bacteriana afetada, em algum momento da vida. “Antibióticos, baixo consumo de fibras, estresse, excesso de açúcar, gordura e alimentos refinados destorem a nossa flora bacteriana”, explica Melissa. E é aí que os probióticos podem repovoar o intestino com bactérias boas.

No livro “Ultrametabolismo” (Sextante, 368 páginas, R$ 37,90), o médico
Mark Hyman defende a tese de que açúcares e gorduras em excesso levam a uma inflamação crônica do intestino. A resposta do organismo a essa inflamação é o ganho de peso. Para combatê-lo, ele recomenda a ingestão de probióticos diariamente, além de muita água, fibras, vegetais frescos e uma dieta de eliminação que emagrece de dois a cinco quilos.

Iogurtes industrializados não são a melhor fonte de lactobacilos
Melissa Setubal diz que a falta dos probióticos atrapalha a absorção de nutrientes pelo intestino. “E geralmente, a pessoa continua ingerindo alimentos que destroem a flora intestinal, como pães brancos, carne vermelha em excesso. É um ciclo vicioso”, diz a nutricionista.

A nutricionista explica que iogurtes com lactobacilos e leites fermentados não são a melhor forma de consumir probióticos. “Estes produtos contém conservantes, corantes, açúcar e adoçantes artificiais que podem matar as bactérias antes que elas possam repovoar o intestino. Além disso, para trazer benefícios é preciso que o produto contenha doses altas de probióticos, em torno de 10 bilhões de microorganismos ou 10 UFC (unidades formadoras de colônia). Essa informação costuma estar presente no rótulo dos produtos”, diz Melissa. Ela explica que os iogurtes artesanais, comercializados em lojas de produtos naturais, mantêm as propriedades benéficas dos probióticos.

Probióticos devem fazer parte da alimentação diária

“Chucrute, missô, molho shoyo e kefir, espécie de leite fermentado natural, são as melhores fontes naturais de probióticos. Estes produtos devem ser artesanais, vendidos em casas de produtos naturais, mas também é possível prepará-los em casa. As cápsulas de probióticos são ótimas opções para viagens”, explica Melissa.

Para ela, o mais importante é incorporar a ingestão de probióticos na alimentação diária. “Eles não são remédios. São alimentos funcionais que podem melhorar a qualidade de vida e a saúde das pessoas”, finaliza a nutricionista.

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